
Festival Diagnóstico – Um novo olhar sobre a dança
26/11/2008
Alessandra Alves |
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Em sua 2ª edição, o evento mostra que veio para ficar.
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¿por-quá? durante apresentação no 2° Festival Diagnóstico |

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Em 2008, a segunda edição do Festival Diagnóstico mostrou que o evento veio para ficar. Em Goiás, como na maioria do Brasil, a dança permaneceria à margem de outras atividades artísticas, se não fosse pela Quasar Cia de Dança, uma das principais companhias de dança contemporânea do mundo, nascida e criada por aqui.
Não restam dúvidas então, sobre as dificuldades encontradas para a estruturação de um festival exclusivamente de dança na cidade. Apesar disso, esse evento existe. O diretor geral do Festival Diagnóstico, Sacha Witkowski aponta que a falta de apoio ainda é um grande problema. Em Goiânia, os projetos contam com duas leis de incentivo à cultura, uma municipal e outra estadual, que atendem a todas as áreas relacionadas como teatro, música, teatro, literatura, artes plásticas e dança.
Outro obstáculo para o desenvolvimento da área seria a falta de uma formação artística mais completa. Muitos bailarinos com qualidade técnica saem das academias, porém sem nenhuma formação crítica e teórica. Não existe uma visão de classe. A adesão do público também é um grande complicador.
"Os governantes e empresários não possuem a visão de que a cultura além de trazer à população a percepção de sua identidade e educação é fator importante para a estruturação de uma logística de artistas, que se tornam turistas e que passam a acompanhar a produção artística local", conclui Sacha.
Nesta segunda edição, o crescimento do festival foi considerável. O número de parceiros e apoiadores aumentou, o que comprova a seriedade e credibilidade da iniciativa. O principal objetivo do evento é proporcionar a troca de conhecimentos entre artistas locais, nacionais e internacionais, promovendo discussões prático-teóricas sobre os novos formatos da dança e buscar meios para a consolidação dessa arte em Goiânia.
Para isso, duas professoras e pesquisadoras da área na capital, Luciana Ribeiro e Rousejanny Ferreira integram o projeto. A primeira edição deixou evidente a necessidade de se formar um coletivo de artistas e pesquisadores, nomeado Fórum de Dança de Goiânia para discutir e formatar ações para o crescimento da dança na cidade e para dialogar com o poder público.
O próximo passo é expandir. O Diagnóstico tem como uma de suas propostas descentralizar a dança levando-a para todos os cantos de Goiânia. Outro foco é firmá-lo como um dos grandes festivais de dança do Brasil. Entretanto, Sacha acredita que o principal é fazer com que ele cumpra o papel para o qual foi idealizado, que é difundir o pensamento e a reflexão sobre a dança no Brasil e principalmente em Goiás.
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