Luz, câmera, ralação!
01/12/2008
Jeyce Rosa
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Renato Borges em cena: 'o artista tem que estar ligado com a globalização das tarefas'

Grande parte dos artistas goianos decide sair daqui para tentar carreira fora. O Revès3 foi atrás de respostas para esse êxodo artístico do nosso estado.

“Goiânia é uma cidade de gente inteligente e com grande potencial empreendedor, mas ainda se importa pouco com as composições artísticas da região, enquanto fica conhecida lá fora pelos bons profissionais desta área”, diz Renato Borges, 28 anos, ator de teatro e cinema desde os 17. Com 22 anos Renato decidiu ir tentar a vida no Rio de Janeiro onde, segundo ele, há mais valorização do artista e maiores oportunidades de aprendizado..

Hoje Renato trabalha como ator, diretor, fotógrafo e produtor audiovisual. “É engraçado dizer todos tudo isso, mas se pensar bem, o ator de hoje, ou o profissional da arte, tem que estar ligado com a “globalização” das tarefas. No que diz respeito à arte de representar, tudo está interligado”, ressalta o ator.

Guido Campos partiu de Goiânia bem antes de Renato, em 1984, porém atrás do mesmo objetivo a profissionalização. Guido se considera um auto-didata. Na época em que começou a carreira não havia escolas de teatro como hoje, e ele entrou direto no teatro amador, uma etapa considerada como um estágio.

“Era uma época muito legal, porque agente fazia por amor. Hoje o ator mal começa a carreira e já quer fazer televisão, a preocupação em ficar famoso é muito maior que a de ter conteúdo”, conta Guido.

O ator explica que o contato com a platéia é de extrema importância para um ator, pois é por meio dele que se percebe a reação do público diante da atuação.

A Assessora de Comunicação da Secretaria Municipal de Cultura, Marley Costa Leite, diz que a desvalorização do artista em Goiânia ainda é muito grande. “Eles saem em busca da valorização de seu trabalho. Se participam de algum espetáculo no Rio ou em São Paulo, eles passam a ser considerados melhores do que os colegas que ficaram, o que é extremamente injusto”, opina a jornalista.

 

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