Das guitarras ao violão
29/11/2008
Alessandra Alves
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Diversidade de estilos foi um dos destaques do Noise

Canastra, do Rio: fórmula do rockabilly funcionou muito bem com o público do Noise

Apesar da ótima estrutura e de atrações consagradas no cenário do rock mundial, como o Helmet, que fechou o festival, mas uma vez o Goiânia Noise mostrou que a necessidade de se render ao mainstream é recorrente.

E quem se arriscaria a questionar esse tipo de iniciativa? Para manter-se como o principal festival de rock (ou de música independente, se preferir), fica claro que atrações alternativas, que abarquem outros gostos musicais precisam ser incluídas. Muita gente foi ao Noise, sem muito interesse pela distorção das guitarras ou pelas apresentações performáticas, próprias dos rock stars.

Na primeira noite, para a indignação dos mais tradicionais amantes do rock’n roll, Marcelo Camelo, ex Los Hermanos, foi o grande destaque, fechando a maratona de shows, no mais contido estilo banquinho e violão.

O sábado, segundo dia de festival, também trouxe sua surpresa. A banda Instituto toca Tim Maia veio a Goiânia com muita soul music na bagagem, a partir de uma releitura do obscuro disco Racional. E quem pensa que a mudança de estilo prejudicou a festa está muito enganado. O teatro esteve lotado e não deixou de ser engraçado ver alguns dos maiores representantes do rock goiano dançando e principalmente se divertindo ao som do Instituto.

A banda já traz em sua formação a idéia de diversidade. Entre os integrantes estão membros da Nação Zumbi, B Negão, Funk Como Le Gusta, maestro Ganjaman e a cantora e atriz Thalma de Freitas.

Entretanto, bandas independentes que apresentaram algum diferencial foram as grandes atrações do festival. A carioca Canastra sacudiu o teatro com sua mistura de bebop e rock anos 50. Já a paranaense Hillbilly Rawhide causou perplexidade desde sua entrada no palco. A mistura de música country americana e rock’n roll, que ia além do som produzido pela banda, mas que estava presente também na caracterização dos integrantes foi um dos pontos altos da última noite do Noise.

Figuras carimbadas em Goiânia, a dupla Lucy and The Popsonics (DF) mais uma vez se destacou com sua batida eletrorock, criada a partir de uma guitarra, um baixo e uma bateria eletrônica, a Lucy. Entre as “gringas” a canadense Black Mountain apresentou seu hard rock setentista e foi uma das poucas bandas solicitadas para um bis.

Esta miscelânea de estilos deixou clara a nova cara dos Goiânia Noise, que se mostrou determinado a acompanhar a tendência mundial dos grandes festivais independentes. Para o próximo ano nos resta esperar o resultado dessas iniciativas. Qual será a cara do Noise em 2009?

Mechanics e The Tormentos passaram pelo palco Trama no último dia do Goiânia noise Festival. Confira trechos dos shows:



 

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