No peito e na raça
28/11/2008
Jeyce Rosa
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2ª Perro Loco desafia lógica de produção de festivais

Equipe de produção do Perro Loco: integração com estudantes de toda a América Latina

”Perro Loco” é uma expressão mexicana que significa “pessoa destemida e protetora do seu território”. Literalmente, pode ser traduzido como “cachorro louco”. Assim foi batizado o Festival de Cinema Universitário Latino-americano que completou sua segunda edição nesse ano, em Goiânia. Segundo Vasconcelos Neto, organizador do projeto, o Perro Loco surgiu da vontade dos estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG) de promover a integração entre os povos da America Latina.

“A forma que nós encontramos para fazer isso foi por meio do cinema. Para nós, integrar estudantes com a população em geral, levar cinema e oficinas de graça, divulgar cultura para alunos de escolas públicas e trazê-los aqui, isso sim é de grande importância para a vivência universitária", explica Neto.

Apesar do apoio da universidade, a produção do festival foi complexa. Os alunos não tinham à disposição sequer uma linha telefônica, o que dificultou bastante o trabalho, tendo em vista que o foco do projeto visa à integração da America Latina.

O jornalista e produtor cultural Pablo Kossa afirma que, apesar das dificuldades, o evento atingiu os objetivos. “Ambiente agradável, som decente, boa estrutura de banheiros químicos, segurança eficiente, bar e alimentação funcionando dentro do esperado. O único pecado foi o descaso com o horário, pois o público goianiense não aceita mais atrasos incontroláveis na grade de programação, porém essa falha não maculou a beleza e relevância de todo o festival” , relata.

Força Acadêmica

O Perro Loco é um festival realizado essencialmente pela força de vontade de cerca de 40 estudantes que, durante o ano, planejam, produzem, captam patrocínios, apoios e parceiros para viabilizar a produção. O coletivo de trabalho deste ano recebeu o nome "Pulando Corguim". Segundo Victor Pontes, integrante da comissão organizadora, se construir o primeiro Perro Loco já foi loucura. “Fazer a segunda edição do festival é pular o ‘corguim’ de mãos atadas e olhos vendados”, satiriza.

Para Neto, o festival cumpriu os objetivos. “O resultado final foi muito satisfatório, conseguimos aumentar consideravelmente o número de filmes inscritos, inclusive estrangeiros. Este ano tivemos filmes do Peru, Bolívia, Cuba Argentina, Costa Rica e muita qualidade nas produções brasileiras também”, comemora o organizador.

Neto conclui que o Perro Loco teve um grande avanço em relação à primeira edição, mas para ele, o festival ainda pode melhorar. “Creio que para 2009 é necessário diversificar o público, buscar o apoio das indústrias, para garantir a gratuidade das atividades oferecidas, mas mantendo sempre a identidade do festival”, destaca.

 

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