14º Goiânia Noise – Eu sempre me divirto, apesar dos reclamões
29/11/2008
Pablo Kossa
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Artigo do jornalista e produtor cultural Pablo Kossa

Nos últimos dias 21, 22 e 23 de novembro rolou no Centro Cultural Oscar Niemeyer a 14ª edição do conceituado Goiânia Noise Festival (GNF). O evento foi antecipado também por uma baita iniciativa do Sebrae de Goiás que foi a Feira Brasil Central Music. Eu, só para variar, não tenho do que reclamar: aprendi muito com as reflexões das palestras da Feira e me diverti horrores com os shows do festival. Só que, como tudo na vida, sempre tem quem acha defeitos e procura pontos negativos para reclamar. Não que o GNF não seja passível de críticas. Ele é, como toda e qualquer ação. O problema é que os pontos levantados não são realmente significativos e parece mais que os autores de tais críticas estão é com dor de cotovelo pelos mais variados motivos: seja por que a banda do próprio não tocou no evento, seja por que não consegue organizar algo de tamanha envergadura, seja só para ser chato mesmo. Só que eu não faço parte dessa lista de reclamões. Muito pelo contrário. Eu vou lá e só quero saber de dar a trela, de me divertir como nunca. Afinal, para quê ficar falando mal?

O que eu teria a reclamar de um show como o do Ambervisons? Beirando a escatologia, o cara falou do figurão Marcelo Camelo o que todo mundo queria dizer. Aquilo que é performance de palco. Aquilo que é conceito estético incorporado à música. Aquilo é que podemos realmente chamar de SHOW, com todas as letras maiúsculas.

O que eu teria a reclamar de um show como o da Gangrena Gasosa? A mistura perfeita de som pesado e macumbaria foi perfeita. Um verdadeiro saravá-metal! Se eu entendesse dessas coisas, falaria que Exu baixou no palco e o despacho foi feito bem ali, no meio do GNF.   O que eu teria a reclamar de um show como o do Canastra? Os caras colocaram todo mundo para dançar, com extrema simpatia e músicas de primeiríssima qualidade. Até a turma da camisa preta se divertiu com a saborosa mistura de sons dos cariocas adeptos de um bonito topete.

O que eu teria a reclamar de um show como o do Instituto? A trupe promoveu um excepcional tributo à fase mais incensada da carreira de Tim Maia, tocando músicas dos três discos da fase racional do cantor. Tudo numa relax, numa tranqüila, numa boa. Uma verdadeira ode ao universo em desencanto, sendo que praticamente a totalidade do público não fazia idéia do que seja a imunização racional e nem saque de que livro eles tanto falavam. Mas deixa para lá. O importante é que you've got be rational.

O que eu teria a reclamar de uma praça de alimentação sortida daquela? Picolé do cerrado, pizza, sushi, sanduíche de pit dog, empadão goiano, pastel e tudo mais o que se tem direito a um preço bem acessível. O roqueiro não pode reclamar de que passou fome no último GNF.

Bem, eu poderia listar mais um milhão de itens de destaque do relevante festival, mas como eu já estou com a corda no pescoço e mais do que atrasado para enviar esse texto às tão gentis garotas que me solicitaram (eu avisei que era enrolado, gente!), vou ficar por aqui. Mas já pensando no que nos reserva no ano que vem, quando o GNF vai para sua 15ª edição. E vocês sabem que festa de 15 anos é mais chique, né? Então, vamos ver o que essa debutante nos reserva...

pablokossa@bol.com.br

 

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